É difícil recusar a tentação que é comer alimentos ricos em gordura saturada, como bacon, manteiga ou chocolate.
Eles são realmente deliciosos, mas, em excesso, são muito prejudiciais à saúde.
A gordura saturada facilita o ganho de peso e o desenvolvimento de doenças cardíacas e respiratórias.
Entretanto, algumas variações genéticas podem afetar o seu organismo e consequentemente a sua saúde.
Quando se trata da tendência a engordar facilmente, a gordura saturada parece pior para alguns do que para outros.
Qual é a relação da gordura saturada com os níveis de colesterol no organismo?
A gordura saturada é uma das responsáveis por aumentar a quantidade do colesterol LDL no organismo.
Ele é chamado de ruim porque transporta o colesterol do fígado para as células do corpo.
Enquanto isso, o HDL faz o processo inverso, levando o colesterol de volta para o fígado a fim de eliminá-lo. Por isso, este é conhecido como o colesterol bom.
A relação entre os dois é direta. Por esse motivo, consumir alimentos que reduzem o LDL ajuda a aumentar o HDL.
Relação da genética com a tendência a engordar facilmente
O consumo de alimentos com alto teor de gordura saturada e o consequente aumento do colesterol ruim podem estar relacionado com questões genéticas.
Para pessoas com tendência a engordar facilmente, o ganho de peso pode ser referente mais à origem das calorias consumidas do que à sua quantidade.
Pesquisas científicas mostraram que adultos com uma variação genética (-265C\C) no gene que codifica para APOA2 consomem 100-200 calorias por dia a mais do que aqueles com o alelo T.
Sugerindo, dessa maneira, que o APOA2 tem uma relação com o Índice de Massa Corporal (IMC) baseado na quantidade de gordura saturada que você consome [1-5].
Genética influencia no colesterol
Além de estar ligada com o consumo de gordura saturada e a tendência a engordar facilmente, a genética também se relaciona com a produção de colesterol.
Para a produção do colesterol bom, a apolipoproteína A-II (APOA2, OMIM 107670) é essencial. Ela é a segunda proteína mais abundante no HDL.
Essa proteína desempenha um papel importante na proteção contra o desenvolvimento de síndrome metabólica e também promove a secreção de insulina.
Contudo, o polimorfismo na posição −265T>C (rs5082), localizado na região promotora do gene APOA2 reduz a produção dessa proteína.
Sendo assim, com menor produção da proteína que forma o HDL, o LDL aumenta.
Logo, essa condição genética pode gerar, além da tendência a engordar facilmente, predisposições para doenças cardíacas.
Desse modo, sabendo mais sobre seu DNA, é possível fazer uma dieta específica para o seu perfil único.


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