Embora possam acontecer durante todo o ano, é com a chegada do período de calor e chuvas que aumenta a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. Assim como o homem, escorpiões, cobras e aranhas procuram lugares secos para se abrigarem, podendo ser encontrados nas proximidades das casas, jardins e parques, tanto em áreas urbanas quanto rurais, aumentando os riscos de acidentes.
Em Minas Gerais, os números mostram a necessidade de cuidado e atenção da população. Entre 2020 e 2021 foram 98.946 acidentes com animais como escorpiões, serpentes, aranhas e abelhas. Desses, a maior incidência é para acidentes com escorpiões, que somam mais da metade dos atendimentos, com 71.351 casos, seguidos pelas ocorrências com aranhas (8.651), serpentes (7.351) e abelhas, com 4.978 casos.
Prevenção
Ao voltar para casa, entre com cuidado, inspecionando todos os lugares e verificando a presença de animais peçonhentos. Pessoas que moram nas proximidades de áreas verdes e com matagais, devem ter atenção redobrada.
- Sacuda roupas, sapatos, toalhas, lençóis e bata os colchões antes do uso;
- Não coloque as mãos em buracos ou frestas. Utilize ferramentas (como enxadas, cabos de vassoura e pedaços de madeira compridos) para mexer em móveis;
- Não ande descalço! Limpe o interior e os arredores da casa tomando sempre o cuidado de utilizar botas ou calçados rígidos, com perneira, tendo a certeza de proteção pelo menos até o joelho;
- Durante a limpeza, tome cuidado ao tocar ou pegar qualquer objeto. Fique atento(a) à presença de serpentes, escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos nas superfícies ou nos cantos;
- Não toque em animais peçonhentos, mesmo que pareçam estarem mortos;
- Caso detecte a presença de algum animal peçonhento dentro de sua residência, afaste-se lentamente (sem assustá-lo) e entre em contato com a autoridade competente.
Lembre-se: serpentes, aranhas e escorpiões podem estar
em qualquer parte da casa, principalmente em lugares escuros.
O que fazer em caso de acidentes?
Todo acidente com animal peçonhento deve ser encaminhado a um serviço de saúde para avaliação médica da gravidade do caso e da necessidade do soro antipeçonhento. A maior parte dos acidentes causados por aranhas, escorpiões e lagartas tem classificação leve e não demanda administração de soro, podendo ser remediada apenas com tratamento sintomático e observação. Porém, os acidentes com cobras devem ser avaliados para o tratamento com o número adequado de ampolas de soro. Além disso, todas as ocorrências devem ser notificadas para que o perfil epidemiológico do município e região seja conhecido e possibilite a definição de medidas de controle destes acidentes.
Atenção aos primeiros cuidados:
- Mantenha o acidentado em repouso, deitado e com o membro acometido elevado em relação ao resto do corpo, enquanto aguarda por socorro. A vítima deve evitar correr ou se locomover por meios próprios;
- Não tente sugar o local com a boca para extrair o veneno ou amarrar o membro acidentado. Não aplique nenhum tipo de substância (como álcool, pó de café, ervas, terra, querosene ou urina) no local da ferida. Tais procedimentos não têm efeito sobre o veneno e só aumentam o risco de infecções;
- Em caso de acidente, procure atentar para a cor e o tamanho do animal causador, pois suas características podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento do agravo. Se for possível, fotografe-o. Não é necessário levá-lo à unidade de saúde, pois em muitas ocasiões outros acidentes acontecem devido às condições em que os animais são capturados ou levados para o reconhecimento. A descrição também é uma boa forma, porém esta deve ser bem detalhada para que não haja confusão na identificação do animal pelos médicos e como consequência o tratamento errado.
- Fonte: http://blog.saude.mg.gov.br/2022/02/16/animais-peconhentos-como-se-proteger-e-o-que-fazer-em-caso-de-acidentes/


0 Comentários